JAZZ by GIZ.

A história desta vez é a seguinte. De um lado estava o Alonso Zagaia, tatuador reverenciado dessas bandas, e toda sua nova arte: a de transpor para o papel, usando giz, tudo aquilo que os olhos dele escutam de jazz por aí. Do outro lado eu, com minha recém-chegada GoPro HD Hero2, meu tempo livre, e uma vontade de filmar. Nada melhor que um personagem e uma boa história. Fiz tudo com a câmera, o que deu uma linguagem única ao vídeo. Eu dei o filme. E ele vai me pagar com uma tatuagem de caveira na virilha. Um filme que é um exercício e uma brincadeira despretensiosa e muito aquém da arte que o cara passa pro papel. Uma espécie de making off/clip/documental do processo de elaboração de um quadro até a mostra que ele apresenta a partir de hoje, 20h, na Casa da Cultura de Uberlândia. Agora é com vocês.

 

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Minha mãe, eu e o fim do mundo.

Eu no colo de minha mãe, mesmo que ela esteja no meu.

Aproveito que é o fim do mundo, mãe, e te escrevo. Ao meu lado, um cigarro, uma lata de cerveja, que já é a quinta, e o desconcerto de não saber começar. Fumo por imitação. Bebo por declaração. E me envergonho porque mostrar o boletim para você sempre foi meu maior orgulho e meu melhor motivo. E mais do que tudo porque adoro as desculpas, você sabe melhor que eu.

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O gosto pela solidão voluntária

Daí eu tava aqui pensando (fumacinha de queimado)… Interessante como um dos nossos maiores medos com relação à web, aquele de que a internet iria nos afastar das pessoas, se tornou realidade. Parece um paradoxo já que vivemos o oposto (as tantas direct messages, os infinitos posts e compartilhamentos, o curtir gratuito), mas a ilusão é só uma ilusão. Explico, ou tento. O efeito das mídias sociais é exatamente esse: afastamento e repulsa no fundo, ou na brutal superficialidade na qual ela esbarra e não consegue quebrar.

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Feliz Natal, meu amor. Feliz Ano Novo.



É mais interessante ler ouvindo isso.

É quase noite, minha querida. Mas você já sabe, eu vou desfazer nosso trato. Não conte comigo para a ceia. Não me peça pra buscar as bebidas. Hoje não haverá conta a ser paga, nem prece a ser feita. A noite será como esta farofa. E brindaremos com sangue.

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Antiácido

Mestre Bukowski. Peça bença. 

Faço o tipo hipocondríaco. Mas não flerto com doenças. Meu interesse é pelas bulas, mais que pelas pílulas. É que a gramática sempre me trouxe mais resultado que as alopatias. Ao invés de aspirina, um parágrafo de livro.

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